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Creches irão fazer falta no pós-Pandemia
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Creches irão fazer falta no pós-Pandemia 

Com uma população superior a um milhão de habitantes, São Luís, capital do Maranhão, convive com um modelo de gestão que ainda não consegue conduzir de forma adequada uma Metrópole. Assim, os seus moradores ainda convivem com uma série de deficiências de infraestrutura, saneamento básico, segurança, entre outras mazelas, que ficaram ainda mais expostas com a Pandemia.

A população de São Luís é composta por muitas mulheres, são mais de meio milhão de filhas, irmãs, tias, mães, avós que, diariamente, precisam enfrentar a falta de uma política pública assistencial e de gênero, que de fato as fortaleça e lhes permita o protagonismo. Mesmo nesse momento de isolamento social, elas não receberam qualquer o apoio necessário para cumprir a quarentena. Para além dos programas federais, insuficientes, a ajuda do Estado e do município não chegou.

Os problemas já vinham antes da Pandemia. Uma das principais deficiências que atinge, diretamente, milhares de mulheres em São Luís é a falta de creches públicas. As creches públicas são garantidas pela Constituição e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que completou 30 anos no último dia 13 de julho. As creches compõem a Educação Infantil que é de responsabilidade dos governos municipais (prefeituras).
Porém, a realidade vista na administração ludovicense evidencia a negligência e a falta de compromisso com as pessoas que seriam beneficiárias dessa política pública: mães e crianças das camadas sociais menos favorecidas.

Em 2019, a Justiça maranhense determinou que a Prefeitura de São Luís construísse 25 creches com berçários no ano de 2020. Segundo a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público, essas creches com berçários já deveriam ter sido construídas desde 2014, mas, desse total, apenas três foram concluídas, e não foram entregues ainda à população. Se estivessem em pleno funcionamento, as 25 creches iriam atender à 3.290 crianças que estão fora da sala de aula, e na grande maioria dos casos, às suas mães ficam impossibilitadas de trabalhar, porque não tem com quem deixar seus filhos.

Chegou a Pandemia e uma série de incertezas sobre como vamos nos comportar daqui por diante, ou como as coisas irão funcionar. Há males que podem vir para o bem! Não a Pandemia, é claro. Como seria melhor que ela nunca tivesse ocorrido… Mas, já que restam 22 creches para serem construídas, com R$ 25 milhões oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, que esse atraso permita a adaptação do projeto para que esses equipamentos sejam construídos já sob a nova ótica do distanciamento social e da higiene que a Pandemia nos tem imposto. Digo isso com singela esperança de que elas ainda sejam construídas, muito provavelmente, não mais por essa gestão.

São mais de trinta mil crianças na faixa etária de 0 a 2 anos em São Luís. E uma certeza: a maior parte das mães dessas crianças vai precisar trabalhar, entres estas, muitas não terão com quem deixar os filhos.

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