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A importância de pensar no futuro da juventude de São Luís 

Investir na educação, no emprego e no bem-estar dos jovens exige pensar no futuro a médio e a longo prazo. É necessário considerar que as pessoas na faixa etária dos 15 aos 29 anos são a força motriz para o desenvolvimento econômico e social do país. Mas que, apesar disso, carecem de políticas públicas eficazes e voltadas para esta população específica.

Há tempos que a cidade de São Luís não conta com ações significativas voltadas para este público por meio de projetos desenvolvidos pela prefeitura municipal. Medidas que não se restrinjam somente ao esporte e ao lazer – importante frisar, que também são de extrema importância – mas, principalmente, na educação em tempo integral e na geração de empregos, tanto para os jovens que estão deixando o ensino médio , quanto para aqueles que estão a um passo do mercado de trabalho após concluírem o ensino superior, ou para aqueles que já tiveram forçosamente de buscar emprego e fontes de renda, mesmo antes de concluir sua formação escolar.

Além dos incentivos para o primeiro emprego dos jovens, é interessante que o poder público municipal invista na oferta de cursos profissionalizantes que os insira no mercado. Um reflexo disso da falta desse investimento, está nos dados divulgados pelo IBGE: em 2018, no Maranhão, o número de jovens entre 15 e 29 anos que faziam parte do grupo chamado “nem-nem” (que não trabalhavam e nem frequentavam escola), era de 583 mil pessoas, o que representa um aumento de 4,7% no percentual comparado ao ano de 2016.

Durante o tempo livre, os jovens da nossa ilha também precisam de espaços onde possam manifestar sua dança, seu esporte e suas manifestações culturais, sem repressão ou insegurança, com programas que estimulem a leitura e a arte. Precisam de projetos especiais que incentivem de forma eficaz e dinâmica, o combate às drogas e que orientem sobre o perigo das doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce.

Em meio a esses pontos, a Câmara Municipal tem um importante papel a desenvolver, mesmo que atue como poder legislativo e não como executivo.

Jhorge Luís Gabina, pedagogo e diretor de políticas públicas da União Estadual de Estudantes, nos exemplifica como. “Sabemos que o legislativo não tem como por si só executar, mas ele pode assinar uma carta proposta com acadêmicos, secundaristas, os mais diversificados grupos da juventude, se comprometendo em defender a criação de empregos, inclusive com a retomada de programas que já deram certo no passado”.

A juventude de São Luís tem grande força de potencializar tanto o cenário cultural de nossa cidade, quanto o setor econômico. Porém, apenas uma gestão sólida e participativa, disposta a ouvi-la e a traçar planos conjuntos que visem o melhor para nossos jovens e adolescentes, é que pode transformar o futuro de centenas de pessoas que, neste exato momento, estão sem perspectiva alguma.

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