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Dados alarmantes indicam que 90% das vítimas de homicídio no Maranhão são negras 

Foto: Reprodução

Os altos índices relacionados a violência no Brasil, sempre foram motivo de preocupação entre as autoridades, que buscam diversas estratégias para conter o aumento desenfreado de casos. O Atlas da Violência registrou que os casos de homicídio não pararam mesmo em meio a pandemia: o Maranhão, por exemplo, registrou um aumento de 21% na violência no 1º semestre (com dados referentes a homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte).

Baseado em dados de 2015, o Atlas da Violência ainda apresentou que São Luís figurava entre as 30 cidades mais violentas do Brasil: a capital ficou na 23ª posição, com o registro de 758 homicídios e 36 mortes violentas com causa indeterminada. Estes são índices que alertam para a necessidade urgente de políticas públicas de segurança que reduzam esses índices, tanto  na capital quanto no estado como um todo.

Mas existe uma especificidade que deixa esses dados ainda mais alarmantes: o Atlas da Violência indicou nesta semana que, entre 2008 e 2018, assassinatos de pessoas negras subiu 11,5%  enquanto de pessoas não-negras, caiu 12,9%. O levantamento também mostrou que em 2018, os negros representaram 75,7% das vítimas de homicídio.

A realidade no Maranhão não é diferenciada do resto do Brasil. Em 2017, 90% das vítimas de homicídio no estado eram negras, ou seja, 1.968 negros foram assassinados em todo o estado. O mesmo relatório mostra que em dez anos (entre 2007 – 2017), o número de pessoas negras assassinadas subiu 104%. É inaceitável ver dados como esses e permanecer impassíveis diante de tamanha gravidade.

Aqui, cabe o ditado popular “é melhor prevenir que remediar”, pois uma vez que uma vida é tirada de uma família, o que há a se fazer é buscar os responsáveis; Mas o que poderia ser feito para evitar que chegasse a este ponto? E se o poder público se empenhasse mais, a partir da base, como em escolas e comunidades, promover projetos que tirassem crianças e adolescentes das ruas e os colocassem em lugares que os desenvolvessem e mostrasse novas possibilidades? Até quando ficaremos passíveis diante de tamanha crueldade com a população negra no nosso país? #VidasNegrasImportam

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